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Após crises econômicas o setor imobiliário está mais flexível

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Donos preferem baixar os preços em vez de deixar casas fechadas

01 de agosto de 2015 - Muitos consumidores afirmam que já nasceram com o dom de negociar e quem acha que não tem coragem suficiente para baixar os preços nas negociações, precisa aprender para não desperdiçar. Devido a crise, o setor imobiliário também tem se rendido aos apelos dos clientes para não perder uma venda ou um aluguel.

A administradora Cássia Regina Cadete Veiga está checando a reforma de uma casa com três quartos no Bairro Florença, em Presidente Prudente. Em breve, ela vai começar a apresentar o espaço para os clientes. Veiga administra os imóveis de aluguel da família e conta que está difícil alugar na cidade.

Para a administradora, a dificuldade é reflexo da crise. Assim, é preciso dar mais ouvidos aos apelos dos futuros inquilinos. O valor do aluguel, por exemplo, já caiu. “Estou mais aberta a negociações e, dependendo, abro mão do fiador para não ficar com a casa fechada e gerando custos de água, luz e IPTU, além de às vezes também abaixar o valor”, conta.

Parece que aquele ditado popular “mais vale um passarinho na mão do que dois voando” também vale para o mercado imobiliá1rio. Pensar nisso, no caso do aluguel comercial, também tem dado resultados. Tanto que em um prédio que fica no Centro de Presidente Prudente, das 18 salas, somente cinco estão vazias.

O corretor de seguros Renato Delfim ajuda o dono do prédio a administrar o local e, ele conta que o segredo é o valor. O aluguel está mais barato do que no ano passado. Além disso, o empresário que aluga só começa a pagar até dois meses depois que ocupar o imóvel. Benefícios que fazem o local ficar movimentado e dando lucros em vez de prejuízo.

“É importante isso para as empresas que estão vindo para cá, porque ajuda na mudança. Então ele sai de onde está, vem para prédio e fica com esses dois meses para se recuperar e continuara pagando em dia o aluguel”, diz Delfim.

Isso é resultado da situação do mercado. “O município foi beneficiado com o ‘Programa Minha Casa, Minha Vida’ e milhares de pessoas foram beneficiadas com esse imóvel. Então, provavelmente, essas pessoas moravam em casas cedidas ou alugadas, que estão sobrando no mercado para comercializar novamente”, aponta a economista Daniele Greg.

Então, para quem quer alugar casas ou salas comerciais, pode “chorar” bastante na hora de negociar. “Com certeza é o momento de chorar para ter um desconto, uma negociação de tempo ou contrato para melhorar as condições financeiras, seja no comercial ou residencial”, coloca a economista.

Fonte: G1
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