Aluguel de casas sobe 2,5% em 2014
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
O crescimento dos valores em um ano ficou abaixo da inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) no mesmo período, que foi de 3,7%
18 de dezembro de 2014 - Os contratos de aluguel residencial assinados em novembro na cidade de São Paulo tiveram valores 0,6% maiores que os assinados em outubro, de acordo com pesquisa divulgada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), ontem.
Na comparação com novembro de 2013, o crescimento dos aluguéis foi de 2,5%. Desse modo, o crescimento dos valores em um ano ficou abaixo da inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) no mesmo período, que foi de 3,7%. Segundo a entidade de habitação, a tendência é que os preços de locação em 2014 terminem levemente inferiores à variação do IGP-M.
A pesquisa mostrou que as casas foram alugadas em um prazo médio de 15 a 35 dias. Já os apartamentos foram escoados no prazo de 22 a 46 dias. O fiador foi o tipo de garantia mais frequente, tendo sido utilizado em 46,5% das moradias locadas no mês. O depósito de até três meses de aluguel foi responsável por um 33,5% dos contratos, enquanto o seguro-fiança foi usado em 20% dos casos.
Problemas
Um em cada quatro domicílios urbanos alugados no País representam um problema para os inquilinos, que têm de reservar mais de 30% da renda para serem capazes de pagar pela moradia. Isso restringe gastos com outras necessidades básicas, de acordo com o estudo Síntese de Indicadores Sociais, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado ontem. O relatório aponta que a população de baixa renda é a que mais sofre com o peso dos aluguéis, enquanto na Região Metropolitana de São Paulo, um total de 30,6% dos aluguéis são considerados excessivos.

