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Alta no preço dos imóveis residenciais mantém desaceleração, diz Abecip

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

IGMI-R variou 0,29% em julho, resultado inferior ao apurado no mês anterior. Em 12 meses, indicador ficou estável em relação ao mês anterior e interrompeu aceleração

Segundo a Abecip, em julho, entre as dez capitais analisadas pelo índice, as maiores variações ficaram por conta de São Paulo (0,59%), Curitiba (0,39%), Belo Horizonte (0,32%) e Salvador (0,19%) (Créditos: Rafael Tomazi/ Shutterstock)

21/08/2020 | 16:04 - O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), medido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), registrou variação de 0,29% em julho, resultado inferior ao apurado no mês anterior (0,55%). O indicador acumulado em 12 meses, de 10,06%, ficou estável em relação à registrada no mês anterior, interrompendo a aceleração ocorrida desde o início de 2019.

Segundo a Abecip, em julho, entre as dez capitais analisadas pelo índice, as maiores variações ficaram por conta de São Paulo (0,59%), Curitiba (0,39%), Belo Horizonte (0,32%) e Salvador (0,19%). Houve praticamente estabilidade no Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília e Fortaleza, e quedas no Recife (-0,06%) e em Porto Alegre (-015%).

Em 12 meses, as maiores elevações foram em São Paulo (15,60%), Curitiba (10,41%), Brasília (10,36%), Salvador (10,23%) e Goiânia (10,10%). Em seguida, vêm os aumentos em Porto Alegre (9,45%), Fortaleza (4,96%), Belo Horizonte (4,80%) Rio de Janeiro (3,46%) e Recife (2,89%).

Conforme a Abecip, “a combinação da desaceleração das variações nominais nos preços dos imóveis residenciais com algum aumento nas taxas dos índices dos preços ao consumidor nos últimos meses acarreta uma desaceleração no ritmo da recomposição dos preços reais dos imóveis”.

Apesar disso, conforme a entidade, tendo em vista o contexto da recessão econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, o resultado do mês pode ser considerado relativamente positivo em relação ao restante da maioria dos setores da atividade econômica.

“Uma retomada mais robusta do setor continua sendo favorecida pela melhora nas condições de financiamento por um lado, mas ainda enfrenta as incertezas que afetam negativamente o mercado de trabalho e a confiança dos consumidores por outro”, conclui a Abecip.

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