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Alta dos juros prejudica aquisição de financiamento imobiliário

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Expectativa para 2022 é de pouco crescimento para o setor, com perda de elegibilidade de 3 milhões de famílias para o crédito

imagem de uma casa em miniatura e duas pessoas com papeis e caneta na mão ao fundo, como se estivesse fazendo negocios
Na última quarta-feira (2), a taxa de juros foi estabelecida em 10,75% ao ano (Foto: Alexander Raths/Shutterstock)

04/02/2022 | 15:47 – Com a elevação dos juros na aquisição de financiamentos imobiliários, cerca de 3 milhões de famílias perderam a elegibilidade à contratação desses créditos. Isso porque, na última quarta-feira (2), a taxa de juros foi estabelecida em 10,75% ao ano — o oitavo aumento seguido.

Há quase cinco anos que o índice não superava os 10%. Em janeiro de 2021, os juros estavam em 2% ao ano. O coordenador do curso de Desenvolvimento de Negócios Imobiliários da FGV (Fundação Getulio Vargas), Alberto Ajzental, explica que a variação de um único ponto percentual nesse índice significa que cerca de 1 milhão de famílias perdem a acessibilidade a esses créditos.

Essa variação foi calculada pelo próprio coordenador, em auxílio ao Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. Ele conta que, a cada 2,5% de variação da Selic, é adicionado um ponto percentual no Custo Efetivo Total (CET), envolvido na contratação de um financiamento.

Para o professor, os dados denotam uma preocupação ainda maior ao considerar que o resultado final não leva em conta números referentes à inflação e ao desemprego. Essas são variáveis ainda mais prejudiciais ao poder de compra da população.

Outro número que também corrompe a capacidade financeira do setor, atualmente, é o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), que acelerou 0,64% em janeiro e também elevou o preço da construção dos imóveis.

A partir desses dados, a expectativa dos especialistas na área é de que o mercado imobiliário esfrie bastante em 2022, apesar de não esperar queda em relação ao ano passado — em outras palavras, um crescimento “modesto”.

O reajuste, apesar de acontecer em função da elevação do Selic, não deve superar um limite que prejudique o relacionamento entre os bancos e os clientes.

Até o momento, a Caixa elevou os juros de acordo da seguinte forma:

    • Para a linha tradicional indexada à taxa referencial (TR), a Caixa passou a cobrar de 8% ao ano até 8,99% ao ano mais TR.
    • Para a linha fixa, as taxas estão a partir de 9,75% ao ano. Em novembro, eram a partir de 9,5% ao ano.

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