ABNT revê normas técnicas para piscinas
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
A associação decidiu estender as discussões sobre o tema e espera entregar sua proposta de consolidação das sete normas técnicas do segmento em outubro
A Comissão de Estudos Especiais de Piscinas (CEE 215) da ABNT, responsável pela revisão das normas técnicas para segurança, operação e regras gerais de uso de piscinas, decidiu estender as discussões sobre o tema e espera entregar sua proposta de consolidação das sete normas técnicas do segmento em outubro. Anteriormente, a comissão previa a conclusão dos trabalhos em junho. De acordo com Sérgio Fernando Domingues, membro do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade) do SindusCon-SP, diretor técnico da Construtora Tarjab e coordenador da comissão, a revisão é importante para se eliminar sobreposições e repetições.
“Já passamos da etapa de estruturação da consolidação das sete normas, que foram distribuídas em quatro capítulos. Agora estamos envolvidos na elaboração do texto base de cada capítulo, trabalho que deve ficar pronto até meados do ano”, afirmou Domingues, autor da proposta. A meta, segundo ele, é apresentar o texto para consulta pública até o final deste ano. “Já concluímos 25% do segundo capítulo”, disse.
Domingues destaca que o texto objetiva reunir todos os assuntos que interessam em uma norma única: terminologia, classificação, projetos (tanque, casa de máquinas, paisagismo), instalações elétricas e hidráulicas, equipamentos, segurança e reformas.
Orientações – Além de atualizar as normas do ponto de vista técnico, a comissão busca reforçar dentro das normas as orientações de procedimentos de operação, manutenção, segurança e do comportamento dos usuários de piscinas. “Nesse sentido, apresentamos sugestões para projeto, construção/reforma e utilização. No caso da operação e manutenção, sugerimos a elaboração e implantação de um programa de manutenção, dentro das especificações de projeto e mantendo o desempenho do sistema, bem como a disposição de um funcionário orientado para acionar a equipe de resgate em situações de emergência”.
Em especial, Domingues enfatiza a preocupação do grupo com a segurança. Nesse quesito, a lista de recomendações da comissão vai da instalação de pisos antiderrapantes nas áreas de deck e no fundo de piscinas rasas, bordas arredondadas, a instalação de barreiras de isolamento de acesso à piscina, indicação de profundidade e dispositivos de emergência (como ralo antiaprisionamento).
Dentro da proposta, a estruturação sugerida e aprovada por todos os membros da Comissão é a seguinte:
- Piscinas – Desempenho Capítulo 1: Termos e definições, Classificação e tipologias;
- Piscinas – Desempenho Capítulo 2: Requisitos de projeto arquitetônico e paisagístico e requisitos da construção;
- Piscinas – Desempenho Capítulo 3: Requisitos dos equipamentos, elementos, componentes, materiais e instalação;
- Piscinas – Desempenho Capítulo 4: Requisitos do processo de gestão: Uso, segurança, operação e manutenção.
Vale ressaltar que os requisitos de durabilidade e vida útil devem ser inseridos nos quatro capítulos. Com a intenção de apresentar os avanços dos trabalhos da comissão, a CEE publicou recentemente um informativo detalhando a proposta.

