

Os benefícios das lajotas de poliestireno expandido no preenchimento de lajes vão desde o transporte e descarga no canteiro e produtividade da obra, até a redução de resíduos e o custo total da laje. Além disso, quando utilizadas como material inerte no preenchimento dos vazios da laje, as peças de EPS funcionam como barreira térmica, colaborando para o conforto dos pavimentos.
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“Para descarregar um caminhão de material cerâmico num canteiro de obra, é preciso envolver, pelo menos, dois ajudantes, que vão levar em média 3 horas nesse serviço. Ao passo que o mesmo volume de lajotas de EPS será descarregado em aproximadamente 20 minutos”, indica o engenheiro Denilson Rodrigues, consultor Técnico do Grupo Isorecort.
Essa mesma agilidade se repete no transporte do material desde o solo até o pavimento onde a laje está sendo executada. Os números comprovam: uma lajota cerâmica H8 (8 cm de espessura) tem 20 cm de comprimento, sendo necessárias cinco peças para perfazer o total de 1 m linear com o peso de 13,65kg. Comparativamente, uma mesma lajota em EPS H8 com 1 m linear pesa 264 gramas (tipo 1F).
Ou seja, um operário transporta 10 lajotas cerâmicas, que perfazem 2 m lineares pesando 27,30kg, enquanto poderia estar transportando dois pacotes de lajotas de EPS com 24 peças = 24m lineares, pesando 6,34kg, no mesmo espaço de tempo, com menos esforço e menor risco de lesão ou acidente de trabalho, sem quebra de peças e consequente geração de entulho. “A operação que demoraria duas ou três horas passa a ser de apenas 30 minutos se ele estiver transportando lajotas de EPS”, diz. A montagem das lajes também se beneficia das dimensões das peças de EPS, tornando-se muito mais ágil.
Para identificar a relação de peso por metro cúbico entre os dois materiais, Rodrigues afirma que 1 m³ de lajota cerâmica (+- 600kg) equivale a 60 m³ de EPS (10 kg/m³). “Estamos falando de menos de 2% do peso quando se utiliza lajota de poliestireno expandido. Além do peso, é importante lembrar as consequências para quem manipula materiais no canteiro, como o estresse de carga e a postura ergonômica do operário na tarefa de montar a laje, posicionado sobre uma escada ou andaime”, destaca. Ao trabalhar com material mais leve, é natural que se evite o risco de acidentes por lesão de coluna, por exemplo, resguardando a saúde do trabalhador e poupando a obra do custo com afastamentos médicos.
A redução dos custos da obra, tanto diretos quanto indiretos são perceptíveis, principalmente quando o assunto é a leveza das lajotas de EPS. Ao transferir menos carga para a estrutura, a fundação será mais econômica. Ainda com relação ao peso, existem outras questões técnicas envolvidas: no momento da concretagem, o concreto penetra nos vazios do núcleo das lajotas cerâmicas. “Esse é um espaço que não deveria ser ocupado por concreto. Portanto, ocorre um consumo maior de concreto e incorporação de mais peso à fundação e a toda a estrutura do edifício, por acréscimo de carga. Já as lajotas de poliestireno expandido são maciças”, frisa.

Os ganhos com a utilização das lajotas de EPS não param aí. No transporte até o pavimento, se a peça de cerâmica cair do carrinho ou das mãos do funcionário, ela vai quebrar, o que representa custos com a perda de material e entulho para descarte em caçambas. Por outro lado, é comum haver ajustes de peças tanto cerâmicas quanto de EPS à geometria da laje, principalmente nos cantos e bordas.
“Os recortes das lajotas de EPS são facilmente feitos com uma faca, e a utilização das sobras na própria obra. Mas as cerâmicas tendem a quebrar a cada tentativa de corte. Acaba sendo necessário executar um assoalho de madeira nos cantos dos panos de laje que não sejam regulares, para viabilizar a concretagem, gerando horas de carpintaria e consumo extra de concreto”, expõe o engenheiro, lembrando que o Grupo Isorecort mantém programa de logística reversa, que recolhe as sobras de EPS não utilizadas no canteiro, para serem recicladas.
Finalizada a montagem da laje, é preciso posicionar os dutos dos sistemas elétrico e hidráulico, tanto no plano horizontal (conduítes para a passagem de fiação) quanto no vertical (tubos de esgoto) da laje, através de furo no concreto, para que corra livre até os pavimentos inferiores. Esse procedimento é simples quando se trata de peças de EPS. Mas, no caso da cerâmica, a alternativa é trabalhar com uma fôrma de madeira para produzir um trecho maciço e viabilizar os caminhos para a passagem da tubulação ou criando uma cavidade na vigota pré-fabricada, o que não é recomendado por se tratar de peça estrutural. “No EPS, com uma faca ou soprador de calor, é possível produzir um furo ou sulco e encaixar a tubulação, com facilidade”, orienta.
Com tantas vantagens, é certo que a montagem de um pano de laje com lajotas de EPS é bastante ágil. Enquanto a execução com peças cerâmicas leva cerca de 8 horas, com o emprego dos blocos de EPS não chega a 2 horas. Adicionalmente, o custo nominal do metro cúbico de EPS é menor do que o da lajota cerâmica.
A especificação do material cabe ao projetista da laje, que determina o intereixo (distância entre o centro de duas vigotas pré-fabricadas, intercaladas por um elemento inerte/lajota) e altura do material inerte adequado a cada tipo de laje, que leva em conta o vão e a carga a que será submetida. “Recomendamos o EPS com alturas entre 7 e 10 cm, na densidade 2F. A partir de 12/16 cm, é possível utilizar as lajotas na densidade 1F ou reciclado, dependendo da finalidade de uso”, explica.
Para mais informações e detalhes técnicos, acesse www.isorecort.com.br.
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Denilson Rodrigues – Engenheiro Civil formado pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atua como calculista em projetos estruturais em concreto armado. É responsável pela área de engenharia e de desenvolvimento técnico do Grupo Isorecort.