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SOLUÇÕES EM EPS

Lajotas de EPS oferecem vantagens no preenchimento de lajes

Amplamente utilizadas na construção civil, as lajotas de poliestireno expandido (EPS) apresentam benefícios significativos quando comparadas às convencionais, de cerâmica. Conheça alguns deles a seguir

Hosana Pedroso

Lajotas de EPS oferecem vantagens no preenchimento de lajesLajotas de EPS oferecem vantagens no preenchimento de lajes
A redução dos custos da obra, tanto diretos quanto indiretos são perceptíveis, principalmente quando o assunto é a leveza das lajotas de EPS (Foto: divulgação/ Grupo Isorecort)

Os benefícios das lajotas de poliestireno expandido no preenchimento de lajes vão desde o transporte e descarga no canteiro e produtividade da obra, até a redução de resíduos e o custo total da laje. Além disso, quando utilizadas como material inerte no preenchimento dos vazios da laje, as peças de EPS funcionam como barreira térmica, colaborando para o conforto dos pavimentos.

Leia também: Lajotas bidirecionais de EPS reduzem o peso da cobertura das edificações

Descarga e transporte até o pavimento

“Para descarregar um caminhão de material cerâmico num canteiro de obra, é preciso envolver, pelo menos, dois ajudantes, que vão levar em média 3 horas nesse serviço. Ao passo que o mesmo volume de lajotas de EPS será descarregado em aproximadamente 20 minutos”, indica o engenheiro Denilson Rodrigues, consultor Técnico do Grupo Isorecort.

Para descarregar um caminhão de material cerâmico num canteiro de obra, é preciso envolver, pelo menos, dois ajudantes, que vão levar em média 3 horas nesse serviço. Ao passo que o mesmo volume de lajotas de EPS será descarregado em aproximadamente 20 minutos, Denilson Rodrigues

Essa mesma agilidade se repete no transporte do material desde o solo até o pavimento onde a laje está sendo executada. Os números comprovam: uma lajota cerâmica H8 (8 cm de espessura) tem 20 cm de comprimento, sendo necessárias cinco peças para perfazer o total de 1 m linear com o peso de 13,65kg. Comparativamente, uma mesma lajota em EPS H8 com 1 m linear pesa 264 gramas (tipo 1F).

Ou seja, um operário transporta 10 lajotas cerâmicas, que perfazem 2 m lineares pesando 27,30kg, enquanto poderia estar transportando dois pacotes de lajotas de EPS com 24 peças = 24m lineares, pesando 6,34kg, no mesmo espaço de tempo, com menos esforço e menor risco de lesão ou acidente de trabalho, sem quebra de peças e consequente geração de entulho. “A operação que demoraria duas ou três horas passa a ser de apenas 30 minutos se ele estiver transportando lajotas de EPS”, diz. A montagem das lajes também se beneficia das dimensões das peças de EPS, tornando-se muito mais ágil.

Peso dos materiais

Para identificar a relação de peso por metro cúbico entre os dois materiais, Rodrigues afirma que 1 m³ de lajota cerâmica (+- 600kg) equivale a 60 m³ de EPS (10 kg/m³). “Estamos falando de menos de 2% do peso quando se utiliza lajota de poliestireno expandido. Além do peso, é importante lembrar as consequências para quem manipula materiais no canteiro, como o estresse de carga e a postura ergonômica do operário na tarefa de montar a laje, posicionado sobre uma escada ou andaime”, destaca. Ao trabalhar com material mais leve, é natural que se evite o risco de acidentes por lesão de coluna, por exemplo, resguardando a saúde do trabalhador e poupando a obra do custo com afastamentos médicos.

A redução dos custos da obra, tanto diretos quanto indiretos são perceptíveis, principalmente quando o assunto é a leveza das lajotas de EPS. Ao transferir menos carga para a estrutura, a fundação será mais econômica. Ainda com relação ao peso, existem outras questões técnicas envolvidas: no momento da concretagem, o concreto penetra nos vazios do núcleo das lajotas cerâmicas. “Esse é um espaço que não deveria ser ocupado por concreto. Portanto, ocorre um consumo maior de concreto e incorporação de mais peso à fundação e a toda a estrutura do edifício, por acréscimo de carga. Já as lajotas de poliestireno expandido são maciças”, frisa.

Foto: Divulgação/ Grupo Isorecort

Entulho e descarte

Os ganhos com a utilização das lajotas de EPS não param aí. No transporte até o pavimento, se a peça de cerâmica cair do carrinho ou das mãos do funcionário, ela vai quebrar, o que representa custos com a perda de material e entulho para descarte em caçambas. Por outro lado, é comum haver ajustes de peças tanto cerâmicas quanto de EPS à geometria da laje, principalmente nos cantos e bordas.

“Os recortes das lajotas de EPS são facilmente feitos com uma faca, e a utilização das sobras na própria obra. Mas as cerâmicas tendem a quebrar a cada tentativa de corte. Acaba sendo necessário executar um assoalho de madeira nos cantos dos panos de laje que não sejam regulares, para viabilizar a concretagem, gerando horas de carpintaria e consumo extra de concreto”, expõe o engenheiro, lembrando que o Grupo Isorecort mantém programa de logística reversa, que recolhe as sobras de EPS não utilizadas no canteiro, para serem recicladas.

Facilidade para provimento da tubulação

Finalizada a montagem da laje, é preciso posicionar os dutos dos sistemas elétrico e hidráulico, tanto no plano horizontal (conduítes para a passagem de fiação) quanto no vertical (tubos de esgoto) da laje, através de furo no concreto, para que corra livre até os pavimentos inferiores. Esse procedimento é simples quando se trata de peças de EPS. Mas, no caso da cerâmica, a alternativa é trabalhar com uma fôrma de madeira para produzir um trecho maciço e viabilizar os caminhos para a passagem da tubulação ou criando uma cavidade na vigota pré-fabricada, o que não é recomendado por se tratar de peça estrutural. “No EPS, com uma faca ou soprador de calor, é possível produzir um furo ou sulco e encaixar a tubulação, com facilidade”, orienta.

No EPS, com uma faca ou soprador de calor, é possível produzir um furo ou sulco e encaixar a tubulação, com facilidade, Denilson Rodrigues

Com tantas vantagens, é certo que a montagem de um pano de laje com lajotas de EPS é bastante ágil. Enquanto a execução com peças cerâmicas leva cerca de 8 horas, com o emprego dos blocos de EPS não chega a 2 horas. Adicionalmente, o custo nominal do metro cúbico de EPS é menor do que o da lajota cerâmica.

Especificação

A especificação do material cabe ao projetista da laje, que determina o intereixo (distância entre o centro de duas vigotas pré-fabricadas, intercaladas por um elemento inerte/lajota) e altura do material inerte adequado a cada tipo de laje, que leva em conta o vão e a carga a que será submetida. “Recomendamos o EPS com alturas entre 7 e 10 cm, na densidade 2F. A partir de 12/16 cm, é possível utilizar as lajotas na densidade 1F ou reciclado, dependendo da finalidade de uso”, explica.

Para mais informações e detalhes técnicos, acesse www.isorecort.com.br.

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Colaboração Técnica

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Denilson Rodrigues – Engenheiro Civil formado pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atua como calculista em projetos estruturais em concreto armado. É responsável pela área de engenharia e de desenvolvimento técnico do Grupo Isorecort.